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Falando de Teologia parte 8 (Os Atributos Incomunicáveis de Deus)

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Os atributos incomunicáveis de Deus se resumem na ideia de Deus como “ser absoluto”.  Na metafísica a expressão “o absoluto” é um designativo do fundamento último de toda existência; e, uma vez que o teísta fala também de Deus como o fundamento último de toda existência, às vezes se pensa que o Absoluto da filosofia e o Deus do teísmo são um só e o mesmo Ser. Não necessariamente, porém. (…) quando o Absoluto é definido como a Causa Primeira de todas as coisas existentes, ou como o fundamento último de toda a realidade, ou como o único Ser auto-existente, pode ser considerado idêntico ao Deus da teologia.  (BERKHOF, Teologia Sistemática, 1990, p.60) A expressão de Deus como ser absoluto se enuncia nestes atributos:  auto-existência, imutabilidade, infinidade e unidade. A auto-existência:  significa que Deus tem em Si mesmo a base de Sua existência.  Às vezes esta ideia é expressa dizendo-se que Ele é a “causa sui” (a Sua própria causa), mas não se p...

Falando de Teologia - Parte 7 (Os atributos de Deus)

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                 Como disse Charles Hodge acerca dos atributos de Deus: “ À essência divina, que é inerentemente infinita, eterna e imutável, pertencem certas perfeições reveladas a nós na constituição de nossa natureza e na palavra de Deus. Essas perfeições divinas são denominadas atributos, essenciais à natureza de um Ser divino e necessariamente envolvidos na concepção de Deus.” (HODGE, Teologia Sistemática, 2000, p.278)          As perfeições divinas são justamente o que distingue Deus dos seres humanos e demais criaturas, sem esses atributos Deus não pode ser considerado perfeito e divino, ou seja, ser o que é. Classificações dos atributos          Este assunto é abordado de várias formas: Exemplo: I- atributos naturais e atributos morais;  naturais seriam: auto-existência, simplicidade, infinidade...; morais: verdade, bondade, misericórdia, ...

A ideia de sacrifício nas Escrituras

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            Texto: Rm 12:1-2 Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.                 A ideia de sacrifício nas Escrituras inclui antes de tudo adoração. Mas o mais importante é entendermos que sacrifício está sempre ligado a morte de um ser no lugar de outro como resultado de pecado. Veja Gênesis 3: 21 E fez o Senhor Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu.          Vemos outro caso de adoração a Deus, ligada a ideia de entregar algo (ofertar) como ação de graças pelo trabalho e pelos frutos da te...

Falando de Teologia - Parte 6 (O conhecimento de Deus)

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O conhecimento de Deus             Depois de meses sem postar retorno ao blog voltando a apresentar minhas opiniões teológicas sempre sendo devedoras a teólogos evangélicos reconhecidos por sua ortodoxia. Tendo reformados, dispensacionalistas e pentecostais como influência de minhas opiniões.             Segundo a boa teologia Deus é reconhecido através daquilo que Ele mesmo se dá a conhecer, desta forma a teologia fala de: revelação geral e revelação especial.             Segundo Louis Berkhof é dito o seguinte: A Bíblia atesta uma dupla revelação de Deus: uma  revelação da natureza que nos cerca, na consciência, e no governo providencial do mundo; e uma revelação encarnada Bíblia como a Palavra de Deus. (Teologia Sistemática, 1990, p.38)            ...

Falando de Teologia- Parte 5 (A Existência de Deus)

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            Qualquer discurso teológico vai ter como pressuposto a existência de Deus, apesar de alguns meios acadêmicos (tais como: Antropologia, Psicologia, História, Filosofia, Sociologia- que fazem parte do ambiente das ciências humanas) dispensarem este axioma: “Deus existe!”, seja por opinião ateísta ou agnóstica. E muitas pessoas hoje preferem se dizer agnósticas, sem saber que na realidade são ateístas de opinião.             Muito bem, primeiro definamos o ateísmo: É a opinião que defende a total inexistência de Deus, como consequência natural de que a realidade só se explica pela interação entre matéria e energia, ou seja, pelos fenômenos explicados pela Física.             Já o agnosticismo é: A posição fundamental de que a mente humana é incapaz de conhecer qualquer coisa que esteja além e por trás...

Falando de Teologia – Parte 4 (A Inspiração das Escrituras)

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             Este é um tema que para mim é muito apaixonante, por se referir a Regra de Fé, ou seja, aquilo que devemos acreditar e confiar acerca de Deus e Suas obras. Por isto, aqui mostro-me dependente antes de tudo de Deus, e depois de Charles Hodge, para expressar meus pensamentos sobre o assunto.             Diz Hodge: “A infalibilidade e a autoridade divina das Escrituras se devem ao fato de serem a Palavra de Deus; e elas são a Palavra de Deus em virtude terem sido dadas pela inspiração do Espírito Santo.” (Teologia Sistemática, 2001, tradução: Valter Graciano Ramos, Hagnos, pág.115) Naturalmente, a partir desta afirmação pode se ver que somadas as ideias de infalibilidade e autoridade resultam na inerrância das Escrituras.             Prosseguindo, encontramos 5 verdades que pressupõem o fundamento da i...

Falando de Teologia - Parte 3. (A Bíblia)

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             Toda fonte de um sistema vem da Bíblia, principalmente porque a origem da Bíblia não é humana, apesar de ter sido escrita por homens, acima de tudo ela própria possui as marcas da autoria divina. Para isto menciono as seguintes palavras de John L. Dagg: “Se os escritores da Bíblia fossem homens maus, tê-la-iam escrito a seu próprio sabor. Se ela tivesse sido planejada para satisfazer os caprichos desses homens, então agradaria a homens de caráter semelhante. No entanto, a Bíblia não é deleitável aos homens maus. Antes, eles a odeiam. Seus preceitos são demasiadamente santos para eles; suas doutrinas são por demais puras; suas denúncias contra todas as formas de iniquidade são por demais terríveis Ela não está escrita, de modo nenhum, conforme o gosto de tais homens.” (Manual de Teologia, 1989, Fiel, pág.14)             Portanto, os padrões elevados de mo...