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Avivamento nas Igrejas das Treze Colônias Inglesas na América do Século XVIII

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Este é um fragmento da monografia EVANGELIZAÇÃO: UM ESTUDO HISTÓRICO DA CONTRIBUIÇÃO DO MOVIMENTO PURITANO, apresentada em 2003 para a graduação no Seminário Teológico Presbiteriano do Rio de Janeiro, orientada por Samuel Ulisses Marinho O Avivamento [1] do século XVIII             Para se entender a contribuição do movimento puritano na tarefa de evangelização realizada no mundo de fala inglesa no século XVIII é necessário falar um pouco sobre o ambiente do avivamento ocorrido nesta época. [2] Uma frase importante de Martin N. Dreher relaciona o movimento puritano com avivamentos ou reavivamentos: “Mesmo fragmentado em muitos grupos e seitas, o puritanismo foi sempre origem de reavivamentos.” [3]             Uma definição de avivamento é dada por John Armstrong: “Avivamento, por definição, é o princípio de vida da igreja. É o poder que traz vida a pecadores morto...

O ARREPENDIMENTO É FRUTO DIRETO E NECESSÁRIO DA FÉ

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Este é mais um texto de João Calvino.  Cristo e João Batista, dizem eles, em suas pregações, primeiro exortam o povo ao arrependimento, em seguida acrescentam que o reino dos céus está próximo [Mt 3.2; 4.17]. Os apóstolos recebem a incumbência de pregar a mesma coisa, ordem que Paulo também seguiu, segundo a menção que Lucas faz [At 20.21]. E todavia, enquanto se prendem supersticiosamente no encadeamento das sílabas, não atentam para o sentido pelo qual se ligam entre si essas palavras. Ora, enquanto Cristo, o Senhor, e João Batista, pregam desta maneira: “Arrependei-vos, pois, porque o reino dos céus está próximo” [Mt 3.2], porventura não derivam da própria graça e da promessa de salvação a causa do arrependimento? Logo, suas palavras valem exatamente como se estivessem afirmando: “Visto que o reino dos céus está próximo, por isso arrependei-vos.” Ora, Mateus, quando narrou que João pregara nesses termos, ele estava ensinando que nele se cumpriu o vaticínio de Isaías, em rel...

UM TEXTO DA REFORMA

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Este é um texto de reflexão da riqueza da reforma, é um texto de João Calvino que mostra a riqueza espiritual da Ceia do Senhor DO EVANGELHO E DA SANTACEIA, MEDIANTE A FÉ, NOS APROPRIAMOS DE CRISTO COMO O PÃO DA VIDA, NÃO EM MERA CRENÇA, MAS EM COMUNHÃO REAL      Resta que tudo isso nos seja aplicado efetivamente. Isso se faz tanto pelo evangelho quanto, mais concretamente, pela Ceia Sagrada, na qual ele não só nos é oferecido com todos os seus benefícios, mas também o recebemos pela fé. Portanto, o sacramento não faz com que Cristo comece primeiro a ser o pão da vida; antes, enquanto evoca à memória que ele se tornou o pão da vida, do qual nos alimentemos continuamente, e desse pão nos oferece o gosto e o sabor, faz com que sintamos o poder daquele pão. Pois nos assegura que tudo quanto Cristo fez ou sofreu, isso ele fez para nos vivificar; então, que esta vivificação é eterna, pela qual sejamos eternamente alimentados, sejamos sustentados e sejamos cons...

Aspectos da Evangelização da Igreja Primitiva 3

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    Em terceiro lugar, as promessas desta mensagem de boas novas: Estas promessas referem-se ao “dom do Espírito” e o “perdão de pecados” (At 2.38). Isto pode ser resumido na palavra “salvação”, que: “...inclui a remissão de velhas culpas e o dom de um vida inteiramente nova através do Espírito Santo regenerador, que habita no interior do crente.” [1] Dentro destas promessas, o perdão de pecados é chamado também de “reconciliação”, visto que a morte de Cristo foi substitutiva (expiatória), para que os pecadores fossem reconciliados com Deus, como o apóstolo Paulo afirma: “fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho”(Rm 5.10). Assim, o pecador de inimigo de Deus passa a se tornar amigo de Deus que “depende do poder de reconciliação da Cruz” [2] E ainda em Cl 1.21-22, diz: “E a vós outros também que outrora éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora porém, vos reconciliou [Jesus] no corpo da sua carne, mediante a su...

Aspectos da Evangelização na Igreja Primitiva 2

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O conteúdo da mensagem envolve: Em primeiro lugar, os fatos acerca de Cristo : [1] De maneira específica sua morte e ressurreição. Estes dois fatos eram o centro do anúncio da obra de Cristo quando os apóstolos   evangelizavam, ou seja quando pregavam sobre Cristo. Em At 2.23, Pedro falou da morte de Jesus Cristo como fato previsto pelos profetas e que estava dentro do plano de Deus, e esta morte não foi uma surpresa ou imprevisto desagradável. [2] Com isto, na continuação deste discurso, Pedro mencionou que Cristo foi crucificado “por mãos de iníquos”, e que Deus, dentro de seu plano, “ressuscitou a Cristo dos mortos rompendo os grilhões da morte”(At 2.24). Na perspectiva de Paulo, a morte de Cristo se reveste de caráter substitutivo, como diz: “Mas Deus prova seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8); e a ressurreição de Cristo era um dos centros de sua pregação sendo “impossível falar de ressurreição ...

Aspectos da Evangelização na Igreja Primitiva 1

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 A partir de Mateus 28.18-20, a evangelização pode ser definida em dois âmbitos: o ontológico (ser), e seu conteúdo (Cristo e os fatos relacionados a ele). Por isto, em primeiro lugar: A evangelização não pode ser definida por seus resultados; porque no Novo Testamento temos exemplos do uso do verbo “evangelizar” (euangelizomai), em que o termo em si não significa “ganhar conversos”, como por exemplo: “iam por toda a parte evangelizando a palavra” (At 8.4); os apóstolos “evangelizavam muitas aldeias dos samaritanos”(At 8.24). Portanto, evangelizar simplesmente significa “anunciar as boas novas, independentemente dos resultados.” [1] Em segundo lugar, A evangelização não pode ser definida em termos de método. “Evangelizar é anunciar boas novas, não importa de que maneira; ou levar as boas novas , não importa por que meios.” [2] Michael Green em seu comentário à palestra “Evangelização na Igreja Primitiva” no Congresso Internacional de Lausanne (1974), afirmou que a I...

Unicismo - nova forma da heresia sabeliana

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Surgiu em uma reunião pentecostal das igrejas Assembléias de Deus realizada em abril de 1913, em Arroyo Seco, nos arredores de Los Angeles, na Califórnia, numa cerimônia de batismo. O preletor, R. E. McAlister, disse que os apóstolos batizavam em nome do Senhor Jesus e não em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e quando as pessoas ouviram isso ficaram atônitas. McAlister foi notificado que seu ensino possuía elementos heréticos. Ele tentou esclarecer sua prédica, mas ela já havia produzido efeito. Um de seus ouvintes era John Sheppe que após aquela mensagem, passou uma noite em oração, refletindo a mensagem de McAlister e concluiu que Deus havia revelado o batismo verdadeiro que seria somente em nome de Jesus. Também Franck J. Ewart, australiano, adotou essa doutrina e em 15 de abril de 1914 levantou uma tenda em Belvedere, ainda nos arredores de Los Angeles, e passou a pregar sobre a fórmula batismal de Atos 2.38. Comparando com Mt 28.19, chegou à conclusão de que o nome ...